Você conhece o Forró de Candeeiro? Nas noites de sexta e sábado de 2025, Recife revive uma de suas tradições mais encantadoras com o retorno do Forró de Candeeiro, evento que une música, arte, gastronomia e afetos em um só lugar.
Mais do que uma festa, trata-se de uma experiência sensorial e emocional, que celebra as raízes nordestinas e o poder da convivência.
Realizado no Centro Cultural Galeria Suassuna, o evento tem como proposta aproximar o público da cultura armorial e das memórias de Ariano Suassuna, através de uma programação que inclui visita ao acervo, coquetel com rodízio de crepes e saladas, e um espetáculo principal com o sanfoneiro Cezzinha e sua banda.

O significado cultural do Forró de Candeeiro
Idealizado por Magda Suassuna, o projeto nasce do desejo de criar um “encontro de afetos, sabores e memórias”. Cada detalhe da programação reforça esse propósito: da recepção calorosa à sonoridade vibrante que ecoa das sanfonas e zabumbas, tudo remete à alegria e à poesia do Nordeste.
A Galeria Suassuna, além de ser palco para o evento, é também guardiã da história, exibindo objetos e obras que expressam o legado artístico da família Suassuna. Assim, dançar forró ali é vivenciar a cultura nordestina em sua forma mais genuína, sentindo, ouvindo e pertencendo.
A música como elo de memória e emoção
O cantor e compositor Cezzinha conduziu o público por uma viagem sonora que mesclou o tradicional forró pé-de-serra a arranjos contemporâneos, lembrando que a cultura é viva e se transforma sem perder suas raízes.
A cada música, o salão se enchia de alegria, sorrisos e cumplicidade. Casais de todas as idades dançavam lado a lado, e a harmonia entre gerações era visível. Foi nesse cenário que um dos momentos mais emocionantes da noite aconteceu.
Inclusão que toca o coração: o exemplo de Camila
Entre os pares que dançavam com entusiasmo, estava Camila, uma mulher com síndrome de Down, casada, feliz e acompanhada da família.
Ela dançava com leveza e alegria contagiante, mostrando que o forró, assim como a vida, é mais bonito quando cabe todo mundo.
O sorriso de Camila iluminava a pista e traduzia, sem palavras, o verdadeiro espírito do evento: a celebração da diversidade humana e da convivência respeitosa.
Naquele instante, a música deixou de ser apenas som; tornou-se símbolo de inclusão, de pertencimento e de amor compartilhado. Foi a prova viva de que a cultura nordestina continua sendo um espaço de acolhimento e encontro, onde cada corpo e cada história têm lugar.
Um evento que une cultura e humanidade
A beleza do Forró de Candeeiro vai além do repertório musical. Está na forma como ele promove encontros genuínos, valoriza tradições e abre espaço para todas as pessoas, independentemente de suas diferenças.
Iniciativas como essa lembram que a inclusão não se faz apenas em escolas ou políticas públicas, mas também em espaços culturais e afetivos, onde dançar juntos pode ser um gesto de igualdade.
Conclusão
Nesta noite, entre sanfonas e abraços, Recife reencontrou sua alma.
O Forró de Candeeiro mostrou que a cultura nordestina continua viva, pulsante e acolhedora, feita de música, memória e humanidade.
E, enquanto Camila dançava sorrindo, todos à sua volta pareciam compreender uma verdade simples e profunda:
inclusão é quando ninguém precisa pedir licença para ser feliz.
FAQ´s sobre: Forro de candeeiro
Onde fica o centro cultural Galeria Suassuna?
Rua ITATIAIA 81 – Apipucos, Recife. 📱(81) 9.9252.4222.
Quem é Magda Suassuna?
Magda Suassuna, sobrinha do escritor, Ariano Suassuna dirige o espaço Centro Cultural Galeria Suassuna, com um acervo focado na cultura popular regional pernambucana.
Quem é Cezzinha?
Sanfoneiro. Autodidata, começou a carreira aos 13 anos incentivado pelo pai. Filho de um técnico de TV e de uma dona de casa, tocou nas ruas, nas praças e nos ônibus de Recife para ajudar financeiramente a família.

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